Brincar: a atividade mais importante na vida das crianças



Seu filho tem tempo livre para brincar? Qual a brincadeira preferida dele? E a sua? Que mãe ou pai não fica sem paciência de se sentar para brincar com as crianças de vez em quando? Essas foram só algumas das várias questões discutidas no evento "Brincar é coisa séria", promovido no último fim de semana pelo NR Acampamentos, em Sapucaí-Mirim (MG).


Dez mães, entre elas a diretora de redação da Crescer, Daniela Tófoli, foram mediadas por Kito Vivolo, diretor do NR, e passaram horas debatendo o tema. "A ideia de falar sobre o brincar veio da percepção de que muitos pais e educadores estão cada vez abandonando mais esse tema", explica ele.


"A preocupação com a instrução e formação acadêmica parece tomar toda a agenda dos pequenos e não se dá atenção ao fato de que brincando se aprende muito e a criança desenvolve habilidades fundamentais para se tornar um adulto saudável e feliz.


"Kito tem razão. Segundo o estudo Play Under Pressure (Brincar sob pressão, em tradução livre), realizado pelo Museu das Crianças de Minnessota, nos Estados Unidos, 82% dos mais de 1.000 pais e mães entrevistados pensam que seus filhos brincam menos do que eles próprios quando eram crianças. A pesquisa "Como Brincam as Crianças no Brasil", feita pela Crescer com mais de 1.800 pais e publicada na edição de novembro do ano passado também mostra que 31% das crianças brincam menos de 3 horas por dia e que pouquíssimas fazem as atividades em espaços abertos: apenas 1% frequenta parques diariamente e 3% vão a clubes.


"A brincadeira em contato com a natureza é recomendada desde a mais tenra idade até a vida adulta", afirma o pediatra Daniel Becker, autor do blog Pediatria Integral e da página do Facebook "Criança, Já pra Fora", na reportagem que acompanha a pesquisa. "Obviamente que, quem brinca ao ar livre está mais exposto a ferimentos e machucados. No entanto, eles são menos graves do que estar fechado e confinado em casa. Isto, sim, acarreta prejuízos para a saúde mental e física (obesidade, hiperatividade, falta de atenção e redução de imunidade).


Mas, claro, tudo deve ser feito com cuidado, sempre sob a supervisão de um adulto." As mães presentes no "Brincar é coisa séria" concordam, mas também confessam (e quem nunca?) que, quando o cansaço bate e os filhos estão a mil para brincar mais um pouquinho, o que elas mais querem é uma diversão tranquila, daquelas que dá para fazer sentada na poltrona da sala, sabe?


Para atender a esse pedido, preparamos uma seleção com 11 brincadeiras bem fáceis, para os dias em que tudo o que as mães desejam é "desmaiar" no sofá. Veja a lista:


- Ver fotos de família: tire aquele álbum do armário e relembre com seu filho alguns momentos. Você pode mostrar fotos de quando era pequeno, do seu casamento, da gravidez... E propor brincadeira do tipo: encontre uma foto da mamãe de cabelo curto, de cabelo comprido etc.


- Tirar selfies com as crianças fazendo caretas.


- É proibido rir ou piscar: fiquem olhando bem nos olhos um do outro. Quem sorrir ou piscar os olhos primeiro, perde.


- Faça uma dobradura. Pode ser um barquinho, um chapéu, o que você souber!


- Faça bolinhas de sabão com ele em seu colo.


- Explore brincadeiras em que você só use as mãos, como “adoletá”.


- Diga que ele é o massagista e você, a cliente.


- Leia um livro para ele.


- Aposte em brinquedos que façam barulho. Isso vai mantê-lo entretido.


- Brinque de “Cadê, achou”, escondendo o rosto e, segundos depois, deixe seu bebê ver você.


- Use Espelho. Ele vai ficar hipnotizado pela imagem refletida ali.


Fonte: Revista Crescer.



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